Segundo a senadora, a votação é incerta devido à posição do DEM.
O partido está em obstrução na Câmara impedindo a votação de
projetos do pré-sal e na semana passada estendeu a obstrução a
uma sessão do Congresso, impedindo assim a votação de 58
projetos de lei que abrem mais de R$ 30 bilhões em crédito
extraordinário a diversas pastas. Para Ideli, somente após
verificar qual será a posição deste partido quanto ao Orçamento
será possível definir o dia da votação.
O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO),
afirmou que o tema será discutido nesta terça-feira (14) com o
líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), e parlamentares da
comissão. Caiado disse que o partido vai analisar primeiro os
projetos de crédito extraordinário antes de definir uma posição
sobre o Orçamento. “Nada vai ser resolvido hoje. Nós vamos
conversar nesta terça-feira e ver dentro destes créditos o que
realmente é necessário. Depois disso nós vamos ver como proceder
com o Orçamento”.
Na visão de Ideli, a proximidade do ano eleitoral
pode fazer com que os ânimos se acalmem e a votação aconteça com
mais tranquilidade. “A gente percebe que há uma vontade da
maioria de encerrar logo os trabalhos para que todo mundo
descanse no Natal e no Reveillon e entre em janeiro já nas
articulações nas bases”.
Pré-sal e Venezuela
Paralelo às articulações para a votação do Orçamento, Câmara e
Senado devem ter uma pauta pesada nos plenários. Nas duas Casas,
a realização de votações na próxima semana está praticamente
descartada e a intenção é concluir nesta semana a análise do que
for possível.
Na Câmara, o principal tema continua sendo o marco
regulatório do pré-sal. Os líderes governistas vão tentar votar,
a partir desta terça-feira (15), o último destaque ao projeto
que trata da mudança do modelo de concessão para partilha e da
distribuição de recursos entre os entes federativos.
A votação que falta é justamente a mais polêmica.
Uma emenda do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) tenta fazer com
que a distribuição de metade dos recursos de toda a exploração
de petróleo, mesmo fora do pré-sal, seja feita com base nos
Fundos de Participação de Estados (FPE) e Municípios (FPM),
beneficiando quem não produz petróleo. A outra metade ficaria
com a União. Os líderes da base aliada tentam derrubar essa
proposta e fazer valer um acordo que preservou uma fatia menor
para estados e municípios produtores, ainda que estes tiveram
seu percentual reduzido.
No Senado, o principal tema pendente é a decisão
sobre a entrada da Venezuela no Mercosul. Na semana passada esta
votação foi adiada pela quinta vez. A expectativa dos líderes
governistas é concluir o tema nesta semana. A Casa deve ainda
tentar votar temas mais consensuais, como a Proposta de Emenda
Constitucional que acelera o trâmite legal de divórcios.
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