Em reunião com os presidentes das
seccionais da entidade, o Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do
Brasil) decidiu neste domingo (7/3) anular a segunda fase do Exame de Ordem
Unificado, realizado no último domingo (28/2).
Foram 23 votos pela anulação total do
exame, enquanto dois presidentes defenderam a anulação de parte
da avaliação. Houve uma abstenção.
A nova prova foi marcada para o dia 11 de abril. Os cerca de 18,5 mil candidatos não terão de fazer nova inscrição e serão comunicados da data por meio de editais publicados em jornais de grande circulação pelo Cespe, entidade organizadora do exame, ligada à UnB (Universidade de Brasília). O custo da nova prova, cerca de R$ 500 mil, ficará por conta do Cespe.
“Não consta anulação parcial de uma prova nacional. Se vazou em um
lugar, pode ter vazado em outro. É melhor pecar pelo excesso do que
pela omissão”, afirmou o presidente nacional da Ordem, Ophir Cavalcante.
Ophir Cavalcante não revelou se já há informações sobre o possível local de vazamento da prova. Segundo ele, a Polícia Federal investiga o caso, que está em sigilo, e também há uma sindicância interna no Cespe. Ele descartou, entretanto, qualquer irregularidade na comissão responsável pelo exame na seccional de São Paulo.
Durante o exame, um candidato de Osasco, na Grande São Paulo, foi pego com as respostas das questões da prova prático-profissional de direito penal. Ele estava com as respostas escritas em um folha de papel escondida em um livro de consulta. O candidato foi retirado da sala de prova, mas não revelou como conseguiu as informações.
Segundo o presidente da seccional paulista
da Ordem, Luiz Flávio Borges D’Urso, a fraude teria se espalhado para outros
locais do país. Pelo twitter, D’Urso lamentou o cancelamento da prova e defendeu
que a Polícia Federal investigue o caso.
Antes do início da reunião, um grupo de bacharéis em direito protestou em frente a sede da OAB contra a anulação do Exame.
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