DETALHAMENTO DE NOTÍCIA
Projeto de virtualização do STJ inspira Banco Mundial e Tribunal Supremo de Cuba
O projeto de modernização e virtualização do STJ (Superior Tribunal de
Justiça) servirá de modelo para o Banco Mundial e para o Tribunal
Supremo de Cuba. Nesta semana, o presidente do
Tribunal, ministro Cesar Asfor Rocha, vai a Washington e a Havana para
firmar acordos de cooperação técnica para a transferência dos
conhecimentos do STJ para a construção de
um sistema judicial mais moderno.
O Banco Mundial vai incluir
o projeto de virtualização do STJ em seu Programa de Ação e
Aprendizagem sobre Transparência Judicial e Responsabilidade na América
Latina e Região Caribenha. Para o ministro Cesar Rocha, essa decisão é
muito importante, uma vez que vai propagar mundialmente as iniciativas
do Tribunal.
O
programa do Banco Mundial consiste em ações e iniciativas conjuntas
destinadas ao fortalecimento institucional das instituições jurídicas
na busca de um sistema judicial mais transparente e responsável. O
acordo com Bird inclui o
compartilhamento de experiências e conhecimentos; o planejamento dos
recursos disponíveis e a integração de atividades, entre outras
iniciativas.
Em Cuba, o presidente do STJ vai ser recebido por
Rubén Remigio Ferro, presidente do Tribunal Supremo Popular. O acordo
entre as duas instituições tem a finalidade de promover o
aperfeiçoamento de recursos humanos —magistrados e servidores— e o
intercâmbio de informações sobre as experiências dos respectivos
judiciários, bem como divulgar atividades e projetos no âmbito das
competências próprias.
Mudança
Iniciado em janeiro de 2009, o projeto “STJ na Era
Virtual” inclui a integração do STJ com todos os tribunais de justiça e
tribunais regionais federais para o envio de recursos no formato
eletrônico, a automação de julgamentos em todos os órgãos julgadores do
tribunal e o aprimoramento de sua gestão administrativa.
Com a
virtualização, em poucos minutos os processos são recebidos,
registrados, autuados, classificados e distribuídos aos relatores. Segundo o STJ, a remessa virtual garante mais
transparência à atividade jurídica, já que o arquivo digital pode ser
acessado pelas partes de qualquer lugar do mundo, através da Internet.
Para isso, o STJ disponibilizou uma série de serviços eletrônicos para que
as partes, advogados ou representantes de entidades públicas possam
realizar os atos processuais e a leitura dos processos a partir de seus
computadores, sem necessidade de deslocamento até a sede do tribunal,
em qualquer dia ou horário.
No Judiciário informatizado, a
integridade dos dados, documentos e processos enviados e recebidos por
seus servidores são atestados por identidade e certificação digital. A
assinatura digital serve para codificar o documento de forma que ele
não possa ser lido ou alterado por pessoas não autorizadas; a
certificação é uma espécie de "cartório virtual" que garante a
autenticidade dessa assinatura.
Fonte: Última Instância
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